Campo Grande amanheceu nesta sexta-feira (11) ainda lidando com os estragos provocados pela tempestade que atingiu a cidade no fim da tarde de quinta-feira (10). Árvores de grande porte foram arrancadas, casas tiveram telhados danificados, muros desabaram e fachadas de estabelecimentos comerciais foram destruídas. Em meio aos prejuízos, a rede elétrica também sofreu uma série de avarias, deixando moradores de diferentes regiões sem energia.

O temporal foi acompanhado por ventos superiores a 85 km/h, conforme registros do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Em alguns pontos da Capital, o CEMTEC-MS registrou rajadas próximas de 100 km/h.

A força do vento lançou árvores, galhos, placas, telhados e outros objetos contra a fiação. O resultado foi uma sucessão de cabos rompidos, postes quebrados e estruturas danificadas, obrigando a Energisa a manter equipes nas ruas durante toda a madrugada.

A dimensão da tempestade também aparece nos registros de descargas atmosféricas. Segundo a NetClima, Mato Grosso do Sul teve mais de 214 mil descargas. Em Campo Grande, foram 5.270 entre 17h e 18h de quinta-feira.

Rede precisa ser reconstruída em alguns pontos

Em determinados locais atingidos, os danos não podem ser resolvidos apenas com reparos pontuais. A Energisa informou que há trechos nos quais postes foram quebrados e cabos rompidos, exigindo a reconstrução completa da estrutura.

Enquanto parte das equipes substitui postes e recupera a fiação, a concessionária realiza manobras na rede para conseguir levar energia novamente a áreas afetadas. O trabalho segue de forma ininterrupta.

Às 00h20, cerca de 64% dos consumidores atingidos já tinham recuperado o fornecimento. Às 5h30, o índice havia chegado a aproximadamente 77%.

Isso não significa que os transtornos tenham terminado. A concessionária informou que diferentes áreas da cidade ainda enfrentavam ocorrências e que o levantamento completo dos danos só será feito posteriormente. Neste momento, a prioridade é concluir os reparos e normalizar o atendimento.

Equipes são ampliadas para acelerar atendimento

A operação ganhou reforço ao longo da madrugada. O número de equipes técnicas mobilizadas pela Energisa foi ampliado em quatro vezes, enquanto profissionais de outros estados estão em deslocamento para Campo Grande.

Hospitais e outros serviços essenciais receberam prioridade durante as ações de restabelecimento.

A situação encontrada pelas equipes é diferente em cada região. Há pontos em que a energia pode ser recuperada por meio de manobras na rede, enquanto outros dependem da substituição de postes e da reconstrução de trechos danificados.

Foto da galeria Energisa MS Foto da galeria Energisa MS Foto da galeria Energisa MS

Temporal deixou prejuízos além da rede elétrica

Os problemas no fornecimento de energia são parte de um cenário mais amplo de danos deixados pela tempestade. A força do vento atingiu imóveis, estabelecimentos e estruturas urbanas em diferentes pontos da Capital.

Casas foram destelhadas, muros vieram abaixo e fachadas comerciais ficaram destruídas. Árvores de grande porte também foram arrancadas, algumas delas atingindo a rede elétrica e contribuindo para o rompimento de cabos e a queda de estruturas.

A Energisa ainda não calculou a extensão total dos prejuízos provocados na rede.

Cabos caídos exigem cuidado dos moradores

Diante da quantidade de estruturas danificadas, a orientação é para que a população não se aproxime de fios rompidos ou caídos e não tente retirar árvores, galhos ou outros objetos que estejam sobre a rede.

Mesmo quando não há sinais visíveis, os cabos podem estar energizados. A recomendação é manter distância e comunicar a ocorrência à concessionária.

Os canais de atendimento são o aplicativo Energisa On, o WhatsApp/Gisa, pelo número (67) 99980-0698, e o Call Center, no 0800 722 7272.

A Defesa Civil também segue recebendo chamados pelo 199 para ocorrências relacionadas aos estragos provocados pelo temporal. O telefone de emergência dos Bombeiros é o 193.