O que parece pequeno quando está na palma da mão pode ganhar outro destino quando muitas pessoas fazem a mesma escolha. Tampinhas, lacres e outros materiais recicláveis que normalmente terminariam no lixo podem agora ser levados ao Senac MS, em Campo Grande, onde passam a integrar uma cadeia de reciclagem que também contribui para a proteção de animais em situação de vulnerabilidade.
A sede administrativa da instituição tornou-se ponto de coleta do MS Tampinhas, projeto sem fins lucrativos que transforma o valor obtido com materiais recicláveis em recursos destinados à realização de castrações de cães e gatos.
A participação é simples. Basta separar tampinhas, tampas metálicas, lacres de latinhas de alumínio e embalagens de aerossóis de alumínio, sempre limpos e secos. Quando possível, os materiais devem ser separados por tipo antes da entrega.
O ponto de coleta fica no Espaço de Convivência da sede administrativa do Senac MS.
Uma escolha cotidiana que chega aos animais
A proposta é aproximar sustentabilidade e proteção animal a partir de um hábito que pode ser incorporado à rotina. Materiais utilizados em casa, no trabalho ou durante momentos de lazer podem ser guardados e levados ao Senac em vez de descartados.
Para a analista de ESG do Senac MS, Gabriela Pereira Ferreira Barreto Lazari, a iniciativa mostra que a responsabilidade socioambiental também pode começar por decisões aparentemente pequenas.
“Quando separamos corretamente materiais que seriam descartados, contribuímos para que eles retornem à cadeia da reciclagem e, ao mesmo tempo, ajudamos a transformar esses resíduos em recursos para uma causa social. É uma iniciativa simples, que pode ser incorporada ao dia a dia e que demonstra como a responsabilidade socioambiental também é construída a partir das escolhas de cada pessoa”, afirma.
Criado em 2018, o MS Tampinhas já contribuiu para aproximadamente 450 castrações ao longo de sua atuação. O procedimento é uma das estratégias utilizadas no controle populacional de cães e gatos e pode contribuir para diminuir situações de abandono, maus-tratos e reprodução descontrolada, além de favorecer a saúde e o bem-estar dos animais.
Nesse percurso, o material reciclável deixa de ser apenas resíduo. Seu valor é recuperado e transformado em recurso para uma finalidade social.
Reciclagem também é responsabilidade
A iniciativa também atua em outra ponta do problema: a destinação dos resíduos. Ao separar materiais recicláveis, o cidadão contribui para ampliar o aproveitamento desses itens e reduzir a quantidade encaminhada para aterros.
Mais do que recolher tampinhas e lacres, a proposta é estimular uma mudança de hábito. O descarte deixa de ser o último passo e passa a envolver uma escolha sobre o destino que aquele material terá.
O presidente do Sistema Fecomércio MS, Juliano Wertheimer, destaca justamente essa aproximação entre sustentabilidade e cotidiano.
“A sustentabilidade se constrói também por meio de atitudes que fazem parte da nossa rotina. Ao transformar um material que seria descartado em recurso para a proteção animal, essa parceria mostra que cuidar do meio ambiente e contribuir com a sociedade podem caminhar juntos. É esse tipo de consciência que queremos estimular dentro do Sistema Comércio MS”, destaca.
A parceria integra as ações de sustentabilidade desenvolvidas pelo Senac MS por meio do Programa ECOS e busca ampliar a participação dos colaboradores nas práticas de responsabilidade socioambiental.
Para quem quiser participar, o caminho começa em casa: em vez de jogar a próxima tampinha ou o próximo lacre fora, basta separá-lo, mantê-lo limpo e seco e levá-lo ao ponto de coleta. É uma atitude discreta, mas que, somada à de outras pessoas, pode percorrer um caminho bem maior — da reciclagem ao cuidado com um animal.